Bruno Heim
27 de agosto de 2018 17:17

Bohemian Rhapsody: tudo sobre o filme da história do Queen

Já diz a sabedoria popular: a arte imita a vida. Essa máxima é muito bem representada em Bohemian Rhapsody, cinematografia da lendária banda Queen e do gênio vocalista Freddie Mercury.

O longa-metragem da Twentieth Century Fox tem sido alvo de especulações e problemas, desde a confirmação do projeto, em 2010. Repleto de controvérsias e divergências entre atores, produtores e banda, por diversas vezes, a produção foi atrasada ou interrompida.

Até o primeiro teaser do filme, divulgado em maio2018, foi alvo de pesadas críticas, especialmente, quanto à representação da sexualidade de Mercury.

O segundo trailer, divulgado em 17 de julho, mostra a origem da banda, nos anos 70. Além, retrata os bastidores de grandes gravações, como o título que dá nome ao filme. O sucesso estrondoso e a luta de Mercury contra a AIDS também estão presentes.

Dentre inúmeras apresentações brilhantes, o filme destaca o icônico concerto Live Aid de Londres, no Estádio Wembley, em julho de 1985. Com uma voz fenomenal e um domínio de palco inigualável, Freddie Mercury altera a história do rock para sempre.

Desistências

Só o casting para o papel de Freddie Mercury demorou cerca de oito anos. Inicialmente, o guitarrista da banda, Brian May, divulgou que o talentoso ator britânico, Sacha Baron Cohen (o famoso Borat), tinha sido escolhido para interpretar o vocalista.

Contudo, em entrevista ao radialista Howard Stern, o ator disse ter “diferenças criativas” com os membros da banda. De acordo com Cohen, ele vislumbrava um filme denso, descritivo, centrado na vida controversa, doença e falecimento de Mercury.

Em contrapartida, o foco da produção era proteger o legado da banda. O objetivo de May era um filme familiar que retratasse, também, a superação da banda após a morte do cantor.

Em sua entrevista a Stern, Cohen disse: “Nem uma pessoa sequer irá assistir a um filme onde o personagem principal morre de AIDS e, então, se vê como a banda segue em frente.”

Em 2013, Cohen abandonou a produção.

Após seu desligamento, o escritor e roteirista Peter Morgan, recrutado por Cohen, também abandonou a produção.

Seguindo a lista de desistências, o diretor Dexter Fletcher se demitiu, alegando, assim como Cohen, “diferenças criativas” para a consecução do longa-metragem. Contratado em 2014, Fletcher acreditava que a produção deveria focar na vida controversa de Mercury, contrariando o propósito de Graham King, produtor executivo.

Elenco e Direção Final

Finalmente, em 2016, Remi Malek foi a escolha definitiva para viver Freddie Mercury. O ator ganhou Emmy de Melhor Ator, em 2016, pelo seu papel na série Mr. Robot. Malek também ficou conhecido por interpretar o vampiro Benjamin da saga Crepúsculo, Amanhecer – II Parte.

Ao contrário de Cohen, bem parecido com o vocalista do Queen, houve muita especulação em torno da caracterização de Malek, que não tem nenhuma semelhança física com o cantor.

O roteiro do filme ficou a encargo de Anthony McCarten, de ‘A Teoria do Tudo’, cinematografia de Stephen Hawking.

Quem assumiu a direção do filme foi Bryan Singer, reconhecido por blockbusters como Superman: O Retorno (2006), X- Men: Primeira Classe (2011) e X-Men: Apocalipse (2016).

O elenco final é composto por Ben Hardy (o Arcanjo do filme X-Men), que interpretará o baterista Roger Taylor. Bryan May será vivido por Gwilym Lee e Joe Mazello recebeu o papel de John Deacon, baixista da banda. Joe Mazello ficou conhecido por interpretar o menino Tim Murphy, em “Jurassic Park”.

Intrigas

Em 2017, as intrigas de Bohemian Rhapsody não pararam.

Após o recesso de Ações de Graças, Bryan Singer foi demitido pela Twentieth Century Fox sob alegação de má conduta profissional. O diretor desapareceu dos sets de gravação no dia 4 de Dezembro e a revista norte-americana The Hollywood Reporter noticiou que Remi Malek estava “desgastado” do comportamento de Singer.

Em uma reviravolta inesperada, o estúdio re-convocou Dexter Fletcher que aceitou, informando que o trabalho, agora, seria apenas terminar a visão já estabelecida para o filme.

A produção será assinada, então, por ambos: Bryan Singer e Dexter Fletcher.

Ainda, muita especulação e comoção giraram em torno do primeiro trailer de Bohemian Rhapsody, em maio.

Até o reconhecido produtor Bryan Fuller (Hannibal), iniciou um debate no Twitter ao contestar a insinuação, no trailer, de um flerte entre Freddie Mercury e uma mulher, já que a homossexualidade do cantor é conhecida por todos.

Fuller postou: “Alguém mais incomodado (o suficiente para postar sobre) com o trailer de #BohemianRhapsody que caracteriza o superstar gay/bi Freddie Mercury flertando e rodopiando com uma mulher, sem qualquer indicação do seu amor por homens?”

Já o segundo trailer mostra um Freddie mais condizente com a realidade.

Até a data de estréia foi motivo de confusão. As muitas dúvidas sobre a dia foram, finalmente, sanadas quando a Twetieth Century Fox fez constar no próprio site a agenda do lançamento do filme.

Primeiras Impressões

A primeira impressão de Bohemian Rhapsody – o filme – é promissora.

Apesar de todas as controvérsias experimentadas em quase dez anos, a produção parece ter potencial e validade artística.

A caracterização de Remi Malek é impressionante. O que, inicialmente, era difícil visualizar, agora, parece que é o próprio Mercury em movimento. Os trejeitos de Malek e as roupas do vocalista e da banda durante seus shows memoráveis são reproduzidas com perfeição.

Para os fãs mais detalhistas, a retratação dos dentes protusos do cantor foi um incômodo e estes estão mais destacados do que eram de fato.

De qualquer modo, o filme tem recebido muita atenção da mídia e está sendo ansiosamente aguardado pelos fãs daquela que é, por muitos, considerada a melhor banda de rock de todos os tempos.

A expectativa está palpável. Tudo indica que as salas de cinema ficarão lotadas de fãs, curiosos e cinéfilos de qualidade.

Não perca Bohemian Rhapsody dia 2 de Novembro nos cinemas.

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