The Equalizer | Netflix: agente da CIA ressurge para proteger uma garota

The Equalizer – “O Protetor”, em português – é um longa-metragem, lançado em 2014, baseado na série homônima da década de 1980.

Originalmente, exibida pela CBS e criada por Michael Sloan e Richard Lindheim, a série retratava a história do ex-agente da inteligência americana Robert McCall (Edward Woodward) em suas aventuras como Detetive Particular.

A série, com quatro temporadas (1985-1989) fez bastante sucesso, de crítica e público. Entretanto, o longa já não foi tão bem recebido assim, principalmente, pela crítica.

The Equalizer é um thriller de ação com 2:12 hrs de duração. O filme é produção da Sony Pictures e conta com a Direção de Antonine Fuqua.  E, rendeu uma boa bilheteria de U$ 192 milhões.

Fuqua é um dos mais famosos diretores de ação norte-americano e foi o responsável por produções como “Sete Homens e Um Destino”, de (2016) e “Dia de Treinamento” (2001). Ele também assina a película, como produtor executivo.

Neste ano de 2018 saiu a sequência do filme. Equalizer 2 estreou em Agosto nos cinemas e teve boa recepção de público e crítica. A Netflix, por sua vez, só tem o filme de 2014 no seu catálogo.

O roteiro é assinado por Richard Wenk.

A trama

Robert Mc Call é um agente aposentado da CIA, que tenta levar uma vida pacata, buscando esquecer seu passado. Ele trabalha como supervisor em uma megastore de material de construção e cultiva hábitos metódicos, como o de ler cotidianamente clássicos da literatura. E, dessa forma, leva a vida como um sujeito muito tranqüilo e que gosta de ajudar aos outros.

Por exemplo, um de seus subordinados – Ralphie – sonha em ser guarda de segurança da loja. E, para alcançar esse objetivo, conta com a ajuda do ex-agente.

Além disso, McCall mantém uma rotina, frequentando o mesmo bar todos os dias, onde faz suas refeições, após o trabalho. E, para demonstrar sua natureza metódica, McCall chega a utilizar seus próprios talheres.

Qualquer um que o vê nessa rotina, calma e lenta, não imagina quem ele costumava ser.

Enquanto isso, McCall é observado pelos colegas de trabalho, os quais se interessam por detalhes de sua vida. Contudo, ninguém descobre algo sobre seu passado.

A reviravolta

Em seguida na trama, McCall conhece Teri, no bar que freqüenta.

Teri é uma prostituta cujo nome verdadeiro é Alina. E, ela trabalha como propriedade da máfia russa. Uma mulher ainda muito jovem que desenvolve com McCall uma amizade de ocasião, por conversarem no bar todos os dias.

McCall sabe em que Alina trabalha, mas não toca no assunto com ela. Ao mesmo tempo, desenvolve um sentimento paternal pela moça porque percebe que ela vende o corpo contra sua vontade.

Dessa forma, após um evento em que Alina é hospitalizada na UTI, ele decide fazer justiça com as próprias mãos. E, cuidar para que a moça não morra nas mãos de um cafetão vingativo.

Slavi, o cafetão, e seu comparsa Tevi, machucam terrivelmente Alina na presença de McCall. E, ele não hesita em retomar a vida antiga para protegê-la, a qualquer custo.

A partir desse momento, começa uma verdadeira carnificina desencadeada por McCall, contra todos os integrantes da máfia russa. Até o extermínio de Slavi e todos os seus sócios.

Em outro vértice da trama, McCall desperta a ira de Vladimir Pushkin, chefe da máfia, na Rússia. Pushkin envia aos EUA seu assassino particular, Nicolai Itchenko – apelido Teddy – para exterminar o responsável pela barbárie; aquele que interrompera suas negociações ilícitas. E, para conseguir, não medirá esforços nem muita, muita violência.

Ainda com o desejo de proteger Alina dos maus intentos, agora de Teddy, McCall conta com o auxílio de Brian Plummer e Susan Plummer. O casal também é ex-CIA e o único elo dele com sua vida passada.

Por fim, Robert McCall conclui o trabalho e assume definitivamente seu papel no mundo: o de Justiceiro-Matador implacável.

O elenco

No elenco, estão os nomes de Denzel Washington (Robert Mc Call) e Bill Pullman (Brian Plummer) que dispensam apresentação.

Os outros intérpretes são famosos por atuarem em filmes bastante conhecidos.

Marton Czókas (Teddy ou Nicolai Itchenko) é ator neozelandês, conhecido por filmes como Aeon Flux (2005) e Spider Man (2014), dentre outros.

Chloë Grace Moretz (Teri ou Alina), jovem atriz de A Quinta Onda (2016) e a Invenção de Hugo Cabret (2011).

Vladimir Kulich (Vladimr Pushkin), nascido na Tchecoeslováquia, tem um currículo invejável. Atuou em Vikings e 13º Guerreiro, dentre muitos outros. Também é a voz de Ulfric Stormcloak, personagem de um famoso videogame Skyrim – The Elder Scroll.

E, Melissa Leo (Susan Plummer) é ganhadora do Oscar de Melhor Atriz por The Fighter, em que atuou ao lado de Mark Whalberg.

Elenco de apoio

No elenco de apoio estão:

David Meunier que interpretou Slavi.

Johnny Skourtis como Ralphie.

Alex Veadov fez o papel de Tevi.

The Equalizer: Crítica

The Equalizer é um thriller noir de ação, muito bem dirigido e com a impecável interpretação de Denzel Washington. O vencedor do Oscar por Um dia de Treinamento (2001) é garantia de sucesso e bilheteria.

O ritmo do roteiro se alterna abruptamente entre cenas lentas, meticulosas e muita ação. Entretanto, a trama não se prende tanto a uma narrativa exaustiva e detalhista. Tudo se passa conforme uma  sucessão de eventos, sem grandes explicações.

O desenrolar da história é o seu próprio fio condutor.

Por exemplo, não é exatamente explicitado quem é Robert McCall. Há uma pergunta emblemática na história que é: “Quem é você?” E, não há resposta.

O entendimento ou a compreensão de quem seja Robert McCall fica a critério do espectador. É um recurso estilístico instigante, que transforma a morosidade da narrativa em expectativa pelo que virá.

Um bom exemplo disso é a inusitada introdução na trama do casal Plummer – Brian e Susan, sem definir quem são realmente. O espectador depreende pelos diálogos de Susan quem eles são.

The Equalizer: O filme

Em suma, The Equalizer mostra o Vingador e o Justiceiro que todos querem ser diante da violência da vida moderna.

Apesar de carregar o peso da justiça nos ombros, Robert McCall não é um homem frio e impiedoso – a não ser com quem realmente merece (!).

E, é isso que causa a empatia do público com o personagem.

Por exemplo, quando Susan Plummer indaga a Robert o porquê dele querer proteger Alina, ele responde: “… porque eu posso”. Só nessa frase já fica resumido o desejo universal de justiça que há dentro de cada um de nós. O ser humano não tem mais tolerância para ver o mal passar impune.

A premissa do filme é: quem tem o poder, tem a obrigação de fazer.

Não se pode fugir dessa responsabilidade. O criminoso age indiscriminadamente. Sem moral, sem ética, sem sentimentos. McCall faz a mesma coisa, com o atenuante de que faz para ajudar os bons.

Na abertura do filme, há uma frase de Mark Twain, que exemplifica a história do personagem Robert Call.

“Os dois dias mais importante de sua vida são o dia em que você nasceu e o dia em que você descobre por quê.” Invariavelmente, todo o indivíduo quer ter um propósito no mundo e ajudar o semelhante em perigo é o ápice disso.

A reação ao filme é a de catarse, por uma sociedade que passa por tamanha corrupção de costumes e violência. Robert McCall redime um pouco a impotência do homem comum diante desse cenário.

Contudo, é pura ficção.